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domingo, 3 de abril de 2011

Chapada Diamantina - Cachoeiras

As cachoeiras da Chapada Diamantina estão entre as mais belas do Brasil e, certamente, entre as mais belas do mundo. Veja aqui algumas das cachoeiras mais bonitas da região:

Cachoeira do Sossego 


A trilha para a cachoeira do Sossego é puxada e quem a faz pela primeira vez deve ir com guia. São 7 km de caminhada, por cerca de três horas, e a principal dificuldade são os desvios. Em determinado momento, a trilha aberta por garimpeiros termina e é preciso seguir pelo leito do Ribeirão. 

A vista da cachoeira do Sossego é recompensadora. A primeira queda tem cerca de 15 metros e um belo poço de águas escuras “convida” para um mergulho. 

O ideal é partir de Lençóis bem cedo para aproveitar com mais tranquilidade e segurança a cachoeira. Não apenas a queda, mas também o caminho merece a atenção dos visitantes. Grande parte do tempo caminha-se em um vale entre paredões de estrutura sedimentar e, num determinado trecho, vê-se um “S” formado na rocha pela movimentação das camadas. 

Segundo os geólogos Carlos César Uchôa de Lima e Marjorie Csekö Nolasco, autores do livro “Lençóis, Uma Ponte Entre a Geologia e o Homem”, isso acontece devido à pressão das rochas, tanto de cima para baixo quanto das laterais, em um fenômeno cujo resultado é chamado de falha. As camadas próximas dessas falhas “se dobram” durante o deslocamento dos blocos e assumem diferentes aspectos, como esse “S”. 

Como parte da trilha do Sossego é percorrida pelo leito do rio, evite fazer o passeio se tiver chovido muito nos dias anteriores ou no próprio dia. 


Cachoeira da Fumaça 


Vista de baixo, a cachoeira da Fumaça impressiona por sua grandiosidade: 380 metros de queda. Da garganta até o poço, seu fio d’água se dissipa à medida que o vento carrega suas gotículas em variadas direções formando um névoa. 

Se o volume d’água da cachoeira é “pequeno”, o mesmo não pode se dizer do paredão que cerca o poço. Grandioso, são escassos os raios de sol que chegam escassos até ele. Daí explica-se a abundância de musgos e vegetação típica de rochas úmidas. O grande poço de água escura e gelada ajuda a compor o cenário. 

Do alto, a visão é completamente diferente e tudo parece minúsculo. Vencido o medo de “engatinhar” até a ponta de um braço de pedra, que serve de mirante para o despenhadeiro, vê-se o poço e a minifloresta ao redor dele. Depois de alguns segundos de tensão, o coração volta à cadência normal e a exuberância da paisagem fica ainda mais evidente. 

Cachoeira do Buracão 




Atração “recente”, a cachoeira do Buracão é considerada uma das mais bonitas da Chapada Diamantina. A água despenca de um paredão de 85 metros de altura e escorre por um cânion estreito. Localizada em Ibicoara, a cachoeira tem uma “trajeto” difícil porque a trilha termina em um rio.

Saindo de Ibicoara, percorre-se 30 km em estrada de terra por cerca de uma hora até o rio Riachão, que nasce dentro do parque nacional. Acompanhados obrigatoriamente por um guia da ACVIB (Associação de Condutores de Visitantes de Ibicoara), os visitantes caminham por cerca de uma hora pela margem direita do Riachão e pelo espalhado --trecho em que rio fica mais raso e a água fica na altura do joelho-- até o mirante da cachoeira. 

Depois de ver a cachoeira por cima, segue-se por uma trilha seca até o poço do Buracão. Antes de chegar ao poço principal, os visitantes atravessam por um cânion fechado com cerca de 3 metros de largura e 90 metros de altura, rodeado de água, até a cachoeira do Buracão. 

Cachoeira do 21 


Com duas quedas, uma de 70 metros e outra de 25 metros, a cachoeira do 21 fica a 26 km de Lençóis. Para chegar à cachoeira, a partir de Lençóis, cruza-se pelo Ribeirão do Meio e o cânion do 21. A trilha leva dois dias, e o acampamento costuma ser montado na toca do 21. 

Se a intenção é não quer voltar pelo mesmo caminho para conhecer paisagens diferentes, uma das opções é retornar pelo vale do Capão. De lá, segue-se de carro para Lençóis. 

Quem quer aproveitar para conhecer a cachoeira da Fumaça por cima pode, a partir da trilha da cachoeira do 21, fazer um desvio de cerca de 20 minutos e seguir depois em direção ao vale do Capão (a 70 km de Lençóis). 


Previsão do Tempo

quarta-feira, 23 de março de 2011

Parque Nacional Marinhos dos Abrolhos

"Abre os olhos", disse Américo Vespúcio ao navegar pelo arquipélago de Abrolhos. A frase citada se referia aos imensos recifes e corais que se encontram em seus mares. Diz a lenda que foi essa frase que deu origem ao nome do arquipélago. Em 1983 foi instituído como o primeiro parque marinho do país. No total são cinco ilhas constituindo o arquipélago: Santa Bárbara, Redonda, Sueste, Siriba e Guarita. A natureza exuberante , junto com as baleias-jubartes são um convite a uma viagem memorável.





Localizado a aproximadamente 75 quilômetros da costa da Bahia, na altura de Caravelas, o Arquipélago de Abrolhos é formado por 5 ilhas e pelo Parcel de Abrolhos. Atualmente, é um Parque Nacional protegido pelo IBAMA. A temperatura de suas águas cristalinas oscila entre os 24 e 28 graus, e pode-se mergulhar em grutas e naufrágios, além das mais belas formações coralíneas do Atlântico Sul (algumas espécies de corais são endêmicas ao local), bem como mais de 160 espécies de peixes, crustáceos e moluscos.




Há uma versão para o nome de abrolhos - Segundo tradição nos meios náuticos, o nome Abrolhos provém da advertência Abra os Olhos, contida em antigas cartas náuticas portuguesas, aos navegantes daquela região, devido aos perigos que ela oferece dada a grande quantidade de recifes submersos. 

Ocupa uma área aproximada de 266 milhas náuticas quadradas, dividida em duas áreas distintas sendo que no meio delas encontra-se excluído o canal dos Abrolhos, região de passagem de embarcações.

A maior dessas duas áreas (233,60 milhas náuticas quadradas), engloba o arquipélago dos Abrolhos e a outra, menor (32,35 milhas náuticas quadradas), engloba os recifes de Timbebas. 

Para que o lugar fosse preservado, em 1983 foi criado o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, proibindo qualquer tipo de pesca e caça na região. Hoje o parque é fiscalizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis).

A maior ilha e a única habitada é a Santa Bárbara que possue um farol de fabricação francesa inaugurado em 1861, instalado no ponto mais alto do arquipélago. Os moradores de Abrolhos são os estagiários do Ibama, do Projeto Baleia Jubarte, o faroleiro e uma guarnição da marinha. Não há hotel na ilha e o desembarque de turistas só é permitido na ilha Siriba e sempre acompanhado por um guia do Ibama que ministra uma palestra sobre a fauna do arquipélago. 


O coração do Parque é constituído por 5 ilhas: 

Ilha Santa Bárbara: é a maior delas, sendo a sede do arquipélago. Possui aproximadamente 1,5Km de extensão, 300m de largura e 35m acima do nível do mar. O Parque fica sob jurisdição do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), excetuando Santa Bárbara, que fica sob controle da Marinha do Brasil em atividades relativas a segurança nacional. É a única habitada, sendo proibido o desembarque de viajantes. Nela vivem o pessoal de serviço da marinha e suas famílias em algumas casas, o pessoal do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pesquisadores. Há ainda algumas casas que servem de instalação para o equipamento de comunicação da marinha, garagens para barcos e helicópteros; e até uma capela. É a única ilha em que foram introduzidos algumas plantas e animais, o que não é permitido nas outras ilhas. O principal animal introduzido foram as cabras, que forneciam leite e carne. Com a presença desses animais, toda vegetação da ilha sofreu grande devastação. 


Ilha Santa Bárbara

É nela que está instalado um gigantesco farol de navegação, relíquia de 1861 no reinado de D. Pedro II que ainda conserva as imensas lâminas de cristal, capazes de em boas condições de tempo, tornar os reflexos visíveis até no continente, a mais de 80km de distância. 

Ilha Redonda: mede aproximadamente 400m de diâmetro por 36m de altura. No reveillon de 1996, um passageiro de um barco, aparentemente bêbado, disparou um foguete de sinalização, que caiu na ilha; cerca de 150 filhotes de fragatas morreram num incêndio que queimou todo a vegetação rasteira da ilha, que só começou a dar sinais de recuperação em 1999. 


Ilha Redonda

Ilha Sueste: com cerca de 500m de extensão e 15m acima do nível do mar é a Segunda maior ilha. Onde se encontra a maior população do Atobá-marrom. 

Ilha Siriba: com 300m de extensão por 100m de largura e 16m acima do nível do mar, é a única ilha em que é permitido o desembarque e a visita de turistas. 
Ilha Siriba

Ilha Guarita: é a menor do arquipélago, possuindo apenas 100m de extensão e 13m acima do nível do mar. Sua superfície é formada por um aglomerado de grandes blocos de rochas vulcânicas. A coloração desta ilha alterna-se entre o negro das rochas e o branco do guano (excremento) dos beneditos, Anous stolidus, aves marinhas que ali nidificam. Em volta da ilha estão os recifes de franja mais desenvolvidos do arquipélago.

Para os mergulhadores, a melhor época para se conhecer o lugar é no verão, quando as águas continuam quentes, mas muito mais claras, aumentando sensivelmente a visibilidade durante o mergulho.



Agora, para o turista em geral, o período de julho a novembro mostra o show da Baleia Jubarte. Nesta época do ano, essas baleias migram para Abrolhos para se reproduzirem. Então, num passeio de barco pela costa, a gente pode ver diariamente um festival de caldas, barbatanas e acrobacias marinhas, sem falar nas melodias entonadas por elas e que mudam de tom e de ritmo a cada estação. É realmente um espetáculo fascinante.Para conhecer e mergulhar nas águas do Parque Nacional Marinho de Abrolhos é essencial máscara, snorkel e nadadeiras. A selvagem atração cênica de suas ilhas oceânicas, pequenas pontas de pedra emergindo no azul-turquesa do mar, só é completada pela emoção do mergulho, liberado nas águas do parcel, com acompanhamento dos condutores de visitantes. Não é preciso ser um mergulhador profissional para se aventurar nas águas da Baia de Sueste e de Santa Bárbara, que são rasas e convidativas, não oferecendo grandes riscos para apreciadores de um bom mergulho, iniciantes ou experientes nesse esporte.O acesso ao Parque é efetuado através de 15 embarcações cadastradas (lanchas rápidas e escunas) para a visitação ao arquipélago, onde são dadas informações sobre o parque e orientações precisas sobre como os visitantes devem se comportar ali.

O visitante poderá também prolongar sua estada dormindo nas escunas, que têm estrutura para o pernoite e fornecem alimentação completa, além de equipamentos para a prática de mergulho livre e autônomo. Vale a pena passar algumas noites sob o céu estrelado do arquipélago.


Outra atividade de interesse que pode ser desfrutada é a caminhada, com o acompanhamento de técnicos do Ibama, por uma trilha na Ilha Siriba. Nesse passeio, o visitante toma consciência da fragilidade do ecossistema local, num agradável e amigável contato com os atobás